sexta-feira, 20 de abril de 2012

A nova chegada da cegonha...

A minha vontade de engravidar tornou-se na minha cabeça uma obsessão, não podia olhar para uma grávida, mas com o país no estado em que estava e continua ter outro filho para já não era a melhor opção. Mas eu queria e queria e o meu marido achava que ainda não era a melhor altura. Com isto tudo até fiz uma gravidez psicológica, qualquer atraso que eu tivesse era logo gravidez...
Eu insistia com o assunto e só pensava em mim... Até cheguei a por na cabeça que não conseguia ter filho porque não engravidava.

Em Fevereiro de 2011 comecei a sentir alguma mudanças no meu corpo, a menstruação estava atrasada, os peito estavam maiores e doíam-me mas não liguei deixei andar e um dia calei-me caladinha e fui comprar um teste de gravidez. No outro dia de manhã deixei o meu marido e o meu filho saírem e fiz, nem queria acreditar que tinha dado positivo... e agora o que é que eu faço? pensei eu, qual será a reacção dele?
Quando ele chegou, contei-lhe e a reacção não foi das melhores... naquele momento nem sabia o que fazer, afinal não foi da vontade dos dois, foi só minha... mas mesmo assim a hipótese de fazer um aborto estava fora de questão. E contar aos familiares? Ui, ainda escondi alguns dias, mas tive logo mudanças no meu corpo, a barriga cresceu, a cara (diziam que era de grávida) e por muito que eu quisesse esconder não conseguia, pois fico logo corada, bem mas tive coragem e contei, ui, e como vão vocês cuidar do bebé, só um é que está a trabalhar, e a vida não está fácil e bla bla bla (as conversas do costume das mães galinha).
Passado uns dias ligou-me a minha mãe "olha comprei um casaquinho para o bebé...", afinal lá no fundo tinha ficado contente...
E depois foi contar ao meu filho... bem as pessoas que não sabiam ficaram logo a saber pois ele a todo lado que ia dizia que ia ter um mano, e que queria um rapaz para jogar á bola, e que se ia chamar Júlio, depois era Duarte, porque o irmão de uma coleguinha da escola tinha esse nome, e eu então disse-lhe que poderia também ser menina e que também podia jogar á bola porque as meninas também jogam... mas ele dizia que não, que era um mano! Se fosse mana não a queria, mas depois lá na escolinha houve muitas coleguinhas que tiveram irmãs e ele chegava a casa e dizia " vi a mana da bia, é tão querida e tão fofinha..., se eu tiver uma mana não me importo, também posso brincar com ela..."
No dia 1 de Junho fui fazer uma ecografia, e nesse dia íamos saber o sexo, toda a gente olhava para mim e dizia que era uma menina, e o pai babado ficava todo contente porque queria uma Carolina, mas eu não sei porquê tinha um feeling que era um Lucas... e claro o pimpolhito também foi (parecia sei lá o quê a olhar para o ecrã, pois não entendia como é que o médico passava as imagens para o ecrã, o médico perguntou-nos se já tínhamos alguma ideia do que é que era, o meu marido disse logo que era uma menina, mas o médico disse logo que era menino... era grande, tinha um percentil de 95%, o Martim tinha de 90%...
Mas ele não queria acreditar e voltou a perguntar ao médico se ele tinha a certeza, o médico disse-lhe que para ele não duvidar ia-lhe escrever na folha (órgãos genitais masculinos), e para eu ter cuidado que se engordava muito mais não ia ser um parto fácil...
Telefonamos a toda a família para dar a novidade...  minha mãe e a minha sogra ficaram tristes porque queriam a menina, pois já tinham um neto, porque a minha mãe uns dias antes andou a ver vestidinhos...
Depois foi a escolha dos nomes... Lucas não gostavam porque era o nome do meu bisavô, Mateus o pai não gostava, Santiago já havia muitos, o padrinho queria Sancho, a madrinha queria Francisco, a avó materna queria Dinis, também gostávamos de Afonso... bem andámos todo o dia nisto, o bebé passou por mil e um nomes, á noite pergunta-mos ao irmão qual é que ele gostava de Afonso, Dinis ou Francisco e ele escolheu Afonso.
Ás 32 semanas fui fazer nova ecografia e o bebé já tinha 2,515kg, era enorme e estava a crescer muito.
No dia 21 de Julho foram-me detectadas diabetes gestacionais, tinha que fazer uma alimentação saudável e medir as glicémias todos os dias.
Ás 35 semanas deram-me umas pontadas nos rins e eu eu fui á maternidade, já eram contarcções, o médico deu-me o mágnésio e muito repouso...
A hora do parto estava-se a aproximar... e o bebé que estava previsto para 04 de Outubro ia nascer mais cedo, com um pouco de sorte ainda nascia no dia do irmão...

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